quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os Grandes de Espírito

Nós, os grandes de espírito, temos que saber encarar a vida não como nos mandam encara-la, mas como nossos espíritos mais se satisfazem em goza-la.
Nós os grandes temos que reconhecer falhas imutáveis e aprender a domina-las, e mudar aquelas em que nos parece confortável faze-lo.
Não podemos julgar o sentimento alheio nem subjugar os nossos, para que com isso possamos alcançar a liberdade de nos expressarmos sem a culpa da intolerância.
Também não devemos apenas amar ao próximo, mas odiá-lo às vezes, para que ele se coloque em uma postura de transformação e possa assim alcançar-nos dentro da elevação.
Também não podemos apenas odiar nossos inimigos, mas também aprender a ama-los para conquista-los através de nossa falsa submissão.
Somente àqueles de espírito livre é facultado o direito de errar, pois sabem aprender com o erro, e não só pedir perdão por eles.
Só não alcança aquele que não busca em si o próprio conhecimento da verdade supostamente fácil de encontrar – mas não cometeremos o erro de encontra-la fora – mas sim a verdade que nos é mais aprazível.
Pobres àqueles que procuram sugar o conhecimento alheio, pensando que assim passaram de trigo a pão, assim só conseguirão se tornar mais um e não o único.
Temos que aprender a absorver o conhecimento até o ponto mais árduo que é quando nos livraremos dele e externaremos aquele que vem de nosso próprio saber.
Nós, que nos tivemos liberados de todas as correntes devemos não doutrinar os que se amarram, mas ensina-los a se libertar.
Pobre do homem que se submete a uma doutrinação, achando que com isso se libertará das amarras!
Engana-se quem pensa ser justo todo o doutrinador, e a ele permanece subjugado!
Ainda não aprendeu a usar de seu mestre toda a capacidade que este lhe dá para soltar-se dele e liberar seu espírito!
Nós os grandes de espírito e que nos libertamos dentro de nossos próprios pensamentos, vislumbramos o futuro, e para chegar a ele devemos transformar o presente. Devemos aproveitar cada minuto para libertar mais almas e assim expandir nosso consciente para que um dia possamos todos ser grandes.
Não devemos fugir de nossa obrigação com nós próprios, pois assim corremos o risco de mais uma vez prendermos nossos espíritos como cavalos em uma árvore.
Nós os grandes de espírito temos que lutar para que continuemos a ser “espíritos livres”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ESPÉCIES

Estava pensando no aquecimento global, na crise mundial, no problema de saúde pública do Brasil, na violência, no tráfico, no terrorismo, enfim, em tudo que atinge a nossa espécie e o nosso mundo no momento.
Parei em um breve momento de reflexão e percebi o óbvio!
O problema está na nossa espécie!
Afinal, como dizem por aí, que espécie de pessoas somos? Que tipo do que chamamos seres humanos nos tornamos? Humanos???Que tipo de "humanidade" foi essa que criamos?
Como se define em biologia, espécie são indivíduos semelhantes genéticamente. Que se agupam para formarem uma sociedade entre si pela sua semelhança.
Mas qual a diferença da nossa espécie para as outras?
A que nós mesmos nos diferenciamos!
Nós temos algo diferente, que se chama pensamento, raciocínio. E isso nos faz diferentes. Tão diferentes ao ponto de perguntarmos a um ser de nossa própria espécie "que tipo de especie de pessoa é vc?"!!!
Seria tão mais fácil nos definirmos biologicamente, seria mais fácil explicar tantas coisas boas e ruins que nossa espécie produz.
Seria simplesmente atribuído a um fator genético, instintivo e comportamental. Mas somos tão mais complexos...
Então de que me adianta pensar no aquecimento global e em tudo mais que citei acima sem pensar no que nos tornamos.
Lógico! Porque tudo que tranformamos no nosso mundo genéticamente igual é decorrente de um pensamento e de uma atitude totalmente desigual!
Porque as religiões se tornam tão facilmente parte da nossa sociedade e da nossa cultura?
Nenhuma outra espécie precisou de religião para aprender o princípio de solidariedade, companherismo, fidelidade ou poligamia, proteção ao seu habitat...
Porque nós então, de uma espécie tão evoluída intelectualmente precisamos desse artifícil para entender o que até a espécie mais baixa de evolução já exercita sem ter ninguém pra ensinar?
Por um único detalhe, pelo qual o ser humano se vangloria de ser o único a possuir dentre os outros animais...o raciocínio!
Esse raciocínio que tanto pode levar-nos para uma sociedade estabilizada, sem problemas estruturais e emocionais, quanto o que pode nos levar a essa sociedade que estamos hoje.
Então depois de esse breve momento de reflexão pensei....porque me preocupar com o aquecimento global, se tenho que me preocupar mais é com que tipo de aquecimento, que tipo de cuidado, que tipo de crise e problema estamos dando a nós mesmos.
"Somos plenamente responsáveis pelos atos que tomamos, pelo que fazemos aos outros, e para tornarmo-nos e quem sabe conseguir um dia tornar alguém melhor."
Thais Lopes/04/09