A Bíblia então nos conta do nascimento de Jesus, e diz que era filha de Maria e José, um carpinteiro, Maria teria recebido a visita de um anjo e engravidado do espírito santo, para assim dar a luz ao filho de Deus.
Mas quem eram Maria e José? Os evangelhos não nos dão detalhes, mas o apócrifo de A HISTÓRIA DE JOSÉ, Narrada por Jesus a seus apóstolos, começa a nos esclarecer um pouco.
“Havia um homem chamado José, que veio de Belém, essa vila judia que é a cidade do
rei Davi. Impunha-se pela sua sabedoria e pelo seu ofício de carpinteiro. Este homem, José,
uniu-se em santo matrimônio com uma mulher que lhe deu filhos e filhas: quatro homens e
duas mulheres, cujos nomes eram: Judas, Josetos, Tiago e Simão. Suas filhas chamavam-se
Lísia e Lídia.
A esposa de José morreu, como está determinado que aconteça a todo o homem,
deixando seu filho Tiago ainda menino de pouca idade. José era um homem justo e dava
graças a Deus em todos os seus atos. Costumava viajar para fora da cidade com freqüência
para exercer o ofício de carpinteiro, em companhia de dois de seus filhos mais velhos, já
que vivia do trabalho de suas mãos, conforme o que estabelecia a lei de Moisés.
Esse homem justo, de quem estou falando, é José, meu pai segundo a carne, com quem
se casou na qualidade de consorte, minha mãe, Maria.”
Como podemos perceber, José já tinha filhos ao se unir a Maria, e esta criou Tiago o menos de todos, como seu próprio filho, sendo chamada de Maria a mãe de Tiago.
José levou Maria para morar com ele quando esta tinha 12 anos, e esperaria até que se pudesse consumar o casamento, quando aos 14 ela engravidou. José então ficou decepcionado até receber a visão do anjo Gabriel.
“VI. Visão de José
Eis, porém, que durante a noite, mandado por meu Pai, Gabriel, o arcanjo da alegria,
apareceu-lhe numa visão e lhe disse:
- José, filho de Davi, não tenhas cuidado em admitir Maria, tua esposa, em tua
companhia. Saberás que o que foi concebido em seu ventre é fruto do Espírito Santo. Dará,
então, à luz um filho, a quem tu porás o nome de Jesus. Ele apascentará os povos com o
cajado de ferro.
Dito isso, o anjo desapareceu. José, voltando do sono, cumpriu o que lhe havia sido
ordenado, admitindo Maria consigo.”
O que podemos entender de diferente, entre esse escrito e o que está na Bíblia?
Jesus tinha irmãos, poderiam não ser de sangue, já que o escrito também afirma que Maria engravidou do espírito santo. Porque então os evangelhos constantes no novo testamento não falam sobre isso?
Acredito que não seria interessante colocar mais pessoa na família, e adimitir o evangelho de Tiago, porque seria estranho o próprio irmão não comentar sobre a vida de Jesus na terra, mas chegaremos ao evangelho de Tiago.
José vai vazer o recensseamento em sua cidade natal, Belém, aonde nasce então Jesus. Foram para o Egito, e depois da morte de Herodes voltaram para a Galiléia.
Jesus narra que seu pai José morreu aos 111 anos, mas ao contrário dos textos publicados na Bíblia, várias situações precedem sua morte, primeiro o aviso de Deus, depois o sofrimento, Jesus expulsa o demônio que queria pegar a alma de seu pai, até que chega a hora.
“A morte, cheia de medo, não ousava lançar-se sobre o corpo de meu pai para separá-lo a
alma, pois seu olhar havia dado comigo, que estava sentado a sua cabeceira, com as mãos
sobre suas têmporas.
Quando me apercebi de que a morte tinha medo de entrar por minha causa, levantei-me,
dirigi meus passos até o lado de fora da porta e encontrei-a só e amedrontada, em atitude de
espera.
Eu lhe disse:
- Ó tu, que vens do Meio-dia, entra rapidamente e cumpre o que ordenou-te meu Pai.
Porém, guarda José como a menina dos teus olhos, posto que é meu pai segundo a carne e
compartilhou a dor comigo, durante os anos da minha infância, quanto teve de fugir de um
lado para outro por causa das maquinações de Herodes e ensinou-me como costumam fazer
os pais para o proveito dos seus filhos.
Então Abbadão entrou, tomou a alma de meu pai José e separou-a do corpo no mesmo
instante em que o sol fazia sua aparição no horizonte, no dia 26 do mês de Epep, em paz.
A vida de meu pai compreendeu cento e onze anos. Micael e Gabriel pegaram cada qual
em um extremo de um pano de seda e nele depositaram a alma de meu querido pai José
depois de tê-la beijado reverentemente.”..... “Eu confiei a alma do meu querido pai José a Micael e Gabriel,
para que a guardassem contra os raptores que saqueiam pelo caminho e encarreguei os
espíritos incorpóreos de continuarem cantando canções até que, finalmente, depositaram-no
junto a meu Pai no céu.”
Porque nos textos Bíblicos publicados não contaram do sofrimento de José, da luta de Jesus, da conversa dele com a morte? Simplesmente falam de um Jesus revoltado e triste com a morte do pai, um Jesus que ainda não compreendia o que fazia na terra.
Eu acredito, que ficava mais “bonito”, e se todas essas crenças de dissimulassem de que Jesus conversaria com “espíritos”, como a morte, não seria bom para a Igreja católica, seria místico demais e contra as regras da Igreja. E Jesus deveria ser o único ser a ter a benção dos anjos, como um humano comum como José poderia ter seu corpo entregue diretamente aos anjos, e estes depositassem um pano sobre seu corpo? Não seria “interessante” a Igreja.