segunda-feira, 1 de abril de 2013

Algumas considerações sobre a Bíblia e a Igreja. parte 1

Não sou historiadora, nem teóloga, mas gostaria de tecer alguns comentários sobre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Bíblia, que também é seguida pelas religiões evangélicas. Senti esse desejo após mais uma comoção natalina, em que se comemora o nascimento de Cristo, e todos se unem em amor e fraternidade. Mediante isso comecei a pensar se realmente todo esse contexto histórico sobre o Cristo tiver mesmo existido, se eram mesmo essas palavras que ele queria passar a todos nós, ou se tudo que está lá escrito não foi apenas um desejo dos homens para obter hegemonia entre os povos através de uma religião. Gostaria de deixar claro que não quero debater a Fé, ou questionar a crença ou religião de ninguém, mas apenas aprofundar o raciocínio de como foi fundada a maior instituição cristã do mundo e como foi elaborado o livro por eles considerado sagrado. Antes de começar a analizar a fundação da Igreja, o nascimento de Jesus, e o novo testamento, que é o que mais me interessa, achei interessante falar um pouco sobre o Antigo Testamento, livro que continha as Leis de Deus que também era seguido pelos Judeus. Na verdade, gostaria de me ater ao Gênesis, a criação do Universo. Que na minha opinião pessoal se trata mais de um obra de ficção para explicar como surgiu a Terra e os animais que nela habitam. De qualquer forma, faz parte da crença Judaica e católica. Na Bíblia atual Deus criou a terra e nosso sistema solar em 6 dias e descansou no sétimo. Criou Adão e como sua companheira Eva através de uma de suas costelas. Ele os pôs para viver em um jardim chamado Édem, com a condição de que não comecem os frutos da árvore do Bem e do Mal. Satã então se apossou de uma serpente e seduziu Eva, que comeu o fruto, tendo sido esse considerado o primeiro pecado. Deus então expulsou os dois do paraíso, e transformou a serpente em um animal que rastejaria sobre o próprio ventre pela eternidade. Esse resumo é para pensarmos em alguamas coisas. Esse Deus não era um Deus piedoso, mas sim vingativo, a começar pela expulsão do seu primeiro anjo do céu, aquele que depois de caído se tornou Satã, por não concordar que Deus desse mais valor ao Homem do que aos anjos. Também não deu chance a Adão e a Eva de se redimirem do pecado, e os tirou da terra que havia prometido, lhes lançando toda a culpa dos pecados que a seguir seriam cometidos pela humanidade. Não teve piedade da serpente, pois essa foi seduzida e induziu Eva a cometer o primeiro pecado. Muito bem, no Manuscritos de Qumran (Mar Morto),Gênese Apócrifo (1QapGen),A HISTÓRIA DO UNIVERSO, temos uma história semelhante, mas com detalhes diferentes.Deus criou o Universo em 6 dias, e nele vários planetas que eram habitados, inclusive não menciona de imediato a criação da Terra nem do Homem. Criou os anjos, e uma Jerusalém celestial, que era sua morada, sobre o monte Sião. Todos os anjos viviam nessa cidade abençoada, de onde Deus governava. Também criou um local com trevas, e seu único pedido foi que os anjos não procurassem ver, nem se aproximar daquelas trevas. Lúcifer, seu primeiro anjo, se aproximou das trevas, e com tristeza Deus revelou que ali em baixo estava a Terra. Assim, Lúcifer desejava tomar o trono de Deus, por acreditar que poderia existir uma Lei em que tivessem luz e trevas. Deus então colocou na Terra Adão e Eva, e fez da terra um local aonde teriam 12 horas de trevas e 12 de luz, lá colocou a árvore do Bem e do Mal, que era o desejo de Lúcifer, e disse para que eles se afastassem. O resto da história é quase a mesma, Eva come a maçã, Adão também, Deus os expulsa do Éden. A diferença que vemos entre os textos é que esse Deus é piedoso, ele não expulsa Lúcifer, ele cria os Homens na esperança de que a luz vença. Ele não pune com rigor Adão e Eva, apenas exige um sacrifício de um cordeiro todo o 6 dia, para que um dia ele volte e possa ser morto pelos pecados do homem. Ele continua sendo bondoso e misericordioso com os homens. Inclusive em várias passagens, aparece como se Ele chorasse e se punisse de dor pelas falhas de seus anjos e dos Homens. E o que para mim é mais interessante, ele cria o Universo, vários planetas habitados, e uma Jerusalém celestial. Isso é muito semelhante a crença espírita, em que existem vários planetas com diferentes níveis de evolução e uma cidade espiritual, para aonde vão os espíritos depois de desencarnados. E assim como no espiritismo a terra é o planeta menos evoluído, já que aqui Deus colocou os primeiros homens para testa-los. Agora o que seria mais interessante para os homens da época, no caso os Judeus, um Deus piedoso, que perdoasse os pecados, e desse uma nova chance aos seus filhos? Ou um Deus que punisse severamente a cada regra que era descumprida? Pela lógica é mais fácil você controlar um povo através da punição. Também não seria interessante, se propagar a existência de outros planetas habitados, e considerar a Terra como em segundo plano para Deus. Dá para entender porque não está na Bíblia o manuscrito do Mar Morto. E fica menos compreensível as semelhanças entre o espiritismo e as palavras do manuscrito, já que o espiritismo foi criado séculos depois de quando foram escritos esses documentos. Como eu disse, eu acredito nessa parte como uma obra de ficção, o que me interessa no sentido histórico é o novo testamento, mas achei interessante comentar sobre o Gênesis, até para entendermos o porque da vinda de um Messias, de um Cristo era tão esperado pelo povo Judeu. Porque Deus assim havia prometido, para limpar os pecados do Homem.

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