sábado, 9 de outubro de 2010

Mesmo que me faltem as palavras...

Mesmo que um dia me faltem as palavras, sempre haverá alguma, em que poderei encontrar você,

Mesmo que um dia a luz me cegue os olhos, sempre terei em mente sua imagem, para clarear meus pensamentos;

Mesmo que um dia, queira fechar meus ouvidos para o mundo, terei sempre ressoando sua voz em minha mente, para não esquecer que existe suavidade em cada som;

Mesmo que um dia, minhas mãos não possam mais te tocar, ainda assim, sentirei em cada parte do meu corpo, cada detalhe daquilo que um dia senti tocar em minha pele;

Mesmo que um dia não queiras me dizer mais nada, entenderei através de seus olhos o que diz o teu silêncio;

Mesmo que digas que não poderás mais me ver, saberei compreender pois sei que não terás esquecido de mim;

Mesmo que um dia não tenhas paciência para me ouvir, me confortarei com tua presença e me calarei para que um dia possas me ouvir novamente;

Mesmo que um dia não tenha mais vontade de me tocar, ainda assim estarei por perto para que se um dia precisares de mim, não lhe faltar com compania;

Mesmo que se fechem todos os sentidos,sempre que quiseres, estarei presente ao teu lado, sempre que precisares, para lhe confortar, lhe fazer rir, lhe amar, ou apenas lhe ouvir, e te fazeres lembrar no silêncio da noite, que uma estrela sempre vai brilhar para quem sabe procura-la nos cantos mais escondidos dentro de cada um de nós...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os grandes de espírito

Nós, os grandes de espírito, temos que saber encarar a vida não como nos mandam encara-la, mas como nossos espíritos mais se satisfazem em goza-la.
Nós os grandes temos que reconhecer falhas imutáveis e aprender a domina-las, e mudar aquelas em que nos parece confortável faze-lo.
Não podemos julgar o sentimento alheio nem subjugar os nossos, para que com isso possamos alcançar a liberdade de nos expressarmos sem a culpa da intolerância.
Também não devemos apenas amar ao próximo, mas odiá-lo às vezes, para que ele se coloque em uma postura de transformação e possa assim alcançar-nos dentro da elevação.
Também não podemos apenas odiar nossos inimigos, mas também aprender a ama-los para conquista-los através de nossa falsa submissão.
Somente àqueles de espírito livre é facultado o direito de errar, pois sabem aprender com o erro, e não só pedir perdão por eles.
Só não alcança aquele que não busca em si o próprio conhecimento da verdade supostamente fácil de encontrar – mas não cometeremos o erro de encontra-la fora – mas sim a verdade que nos é mais aprazível.
Pobres àqueles que procuram sugar o conhecimento alheio, pensando que assim passaram de trigo a pão, assim só conseguirão se tornar mais um e não o único.
Temos que aprender a absorver o conhecimento até o ponto mais árduo que é quando nos livraremos dele e externaremos aquele que vem de nosso próprio saber.
Nós, que nos tivemos liberados de todas as correntes devemos não doutrinar os que se amarram, mas ensina-los a se libertar.
Pobre do homem que se submete a uma doutrinação, achando que com isso se libertará das amarras!
Engana-se quem pensa ser justo todo o doutrinador, e a ele permanece subjugado!
Ainda não aprendeu a usar de seu mestre toda a capacidade que este lhe dá para soltar-se dele e liberar seu espírito!
Nós os grandes de espírito e que nos libertamos dentro de nossos próprios pensamentos, vislumbramos o futuro, e para chegar a ele devemos transformar o presente. Devemos aproveitar cada minuto para libertar mais almas e assim expandir nosso consciente para que um dia possamos todos ser grandes.
Não devemos fugir de nossa obrigação com nós próprios, pois assim corremos o risco de mais uma vez prendermos nossos espíritos como cavalos em uma árvore.
Nós os grandes de espírito temos que lutar para que continuemos a ser “espíritos livres”.

Usar a Razão

Usar a razão...fato concreto e lógico e o mais correto na maioria das vezes...
Não deixar a emoção falar. Modo mais fácil de não se machucar...
Pensar no que acontecerá no futuro, jeito simples de se privar do presente...
Relembrar do passado, para renegar o que pode ser bom no futuro...
Querer transformar tudo em igual, para assim não encarar o que pode ser diferente...
Julgar, se dizer transformador, quando na verdade se é o mais conservador de todos...
Conservador em suas vidas, em se prevenir contra emoções presentes, em pensar que tudo vai ser igual quanto a um sentimento em que se sofreu no passado, e não querer sofrer de novo...não se dar a chance de errar de novo, e assim poder acertar....
Pensemos antes de querer mudar ao mundo e aos outros, se não devemos primeiro transformar a nós mesmos..

sábado, 4 de julho de 2009

O Estúpido Dom da Visão

Estúpidos aqueles que pensam que podem prever o futuro.
Pobres de corpo e alma aqueles que pensam que podem controlar tudo.
A magia da vida é exatamente a surpresa, o incontrolável o fora de controle.
O que seria de nós se pudéssemos prever tudo?
Seria a rotina como em um casamento?
Até em uma vida a dois é preciso a surpresa, a falta de rotina, o inesperado!
Que bom que o mundo nos dá surpresas!
E pobre daqueles que não se permitem viver isso.
Aqueles que vivem sempre no mundo racional, real, e não se permitem viver o desconhecido.
Sim! Eu digo pobres, porque jamais vão se enriquecer de conhecimento, de aprendizado....de VIDA!
Jamais vão saber viver sem ser no mundinho correto e preconceituado por eles.
Aliás sãos essas pessoas que incitam os "pré-conceitos".
Como já tem um conceito de como viver, não adimitem os diferentes, e criam " pré- conceitos de tudo que é diferente.
O problema é q esses pré-conceitos se tranformam em PRECONCEITO, ou seja são contra tudo e todos que agem diferente.
Diferente da sociedade organizada, da moral estabelecida, e principalmente diferente daquilo que eles não conseguem controlar!
A antropologia esta aí para nos mostrar que temos regras a seguir, e a sociologia está aí para mostrar que a sociedade pode e deve evoluir.
Portanto deixemos de ser hipócritas e deixemos nossa mente evoluir contra aquilo que nos parece estranho.
Não podemos, não conseguimos e NÃO DEVEMOS controlar tudo.
Isso vai contra a evolução!
Ora, se todos mantivéssemos o controle, que chato seria o mundo.
Jamais teríamos encontrado as contradições dos povos, as contradições de espíritos, jamais iríamos EVOLUIR!
E a evolução não é simplesmente tecnológica, não foi a revolução industrial, ou o movimento feminista.
Evoluir é fazer crescer a si mesmo, é se propor a mudar conceitos, a se propor aceitar conceitos novos, a se propor simplesmente a viver.
Sem paradigmas, sem pre-conceitos, sem orientações pre-destinadas.
Prefiro aqueles que crescem, que evoluem, que se arriscam e aprendem, do que aqueles que vivem estagnados.
Estes estão pre dispostos a ter uma vida limitada e SEM VIDA.

Como disse Nietzsche:

"Morre a tempo: eis o que ensina Zaratrusta.
Claro que aquele que nunca viveu a tempo, como há de morrer a tempo?
O melhor é não nascer.
Eis o que aconselho aos supérfulos"
Assim Falou Zaratrusta

Professores

Esse eu escrevi para uma grande professora que eu tive quando fiz meu curso de enfermagem, mas fica a uma homenagem a todos os bons professores que lutam pela sua profissão.

Desde o dia em que nascemos, adquirimos conhecimentos, e para tal existe sempre alguém para nos ensinar.

Mas mesmo aqueles que nos ensinam, sabem que devem nos deixar seguir sozinhos depois de algum tempo.

O médico nos dá um tapinha como se dissesse “viu, é assim que se faz? Agora você precisa respirar!”, e aprendemos a mais simples forma de iniciarmos nossa sobrevivência.

Nossa mãe nos indica o caminho dos seus seios, e depois que aprendemos sozinhos já aprendemos outra forma de sobreviver, alimentando o corpo;

Vamos crescendo e alguém nos segura para mantermo-nos de pé, depois que aprendemos a caminhar, esse alguém larga a nossa mão, para que sozinhos possamos decidir o caminho;

Vamos a escola, um mundo novo, nossa professora nos ensina a ler assim podemos assimilar novos conhecimentos, aprendemos aí a alimentar a mente e o espírito.


Chega a hora de estudar mais, assimilar mais, aprender mais. Nossos pais procuram uma boa escola, e ao chegar lá perguntam “Essa escola prepara para o Vestibular?”. Algumas dizem “Sim! Nossos professores são excelentes, nossos métodos são os mais modernos!” A mãe então se dá por satisfeita e acha que encontrou a escola ideal. Mas esqueceu de um detalhe, esqueceu de perguntar “Essa escola prepara para a vida? Seus professores ensinam a pensar, a questionar, a enfrentar as dificuldades?”

Penso que esse é o verdadeiro professor, aquele que não só empurra seu conhecimento, mas que também te ensina a questiona-lo, a lidar com ele nas adversidades. Que sabe ser amigo e compreender que também temos momentos em que não conseguimos assimilar algo, e tentar compreender e nos ajudar a entender. Que sabe também ser repreendedor na hora certa, pois eles também são quem nos ensinam que não somos super poderosos e precisamos ter limites.

O bom professor é aquele que te ajuda a aprender, para que seja um profissional e um bom ser humano, e não aquele que por ser seu “amigão” te dá aqueles “pontinhos” preciosos para você “passar de ano”. O bom professor sabe que não precisa te preparar para “passar” e sim para viver. Aquele que te reprova, talvez sim, seja seu verdadeiro amigo, pois não quer apenas que você tenha um diploma, um certificado, quer que você esteja preparado, pois sabe que como no início de nossa vida terá que nos deixar para que possamos caminhar sozinhos.

O bom professor, não é aquele que pensa saber tudo, que nos empurra o conhecimento que ele adquiriu e que nos impõe aquilo como verdadeiro.
O bom professor é aquele que também se dispõe a aprender, a discutir, a ser questionado, a quem sabe, admitir que está errado, pois ele sabe que assim estará transformando seus alunos em cidadãos, e não em computadores sem senso crítico e sem personalidade diante dos fatos que irão lhe aparecer diante da vida.

O bom professor não é aquele que quer aproveitar todos os minutos da sua aula para dar a maior quantidade de informação possível sobre sua “matéria”.
O bom professor é aquele que sabe parar a aula para rir, para comentar fatos, trocar idéias, conflitar personalidades, enfrentar preceitos morais, ouvir mais do que falar, pois esse sim sabe que não precisa formar só o profissional, mas o homem ou a mulher que dali sairão.

O bom professor não é aquele que se acha o máximo, porque fez “doutorado”, e tem todo o conhecimento sobre a matéria em questão.
O bom professor é aquele que sabe que tem falhas, que sabe comentar essas falhas e que admite para si que tem a responsabilidade de participar na formação da personalidade de cada indivíduo que passa por sua classe.

O bom professor não é aquele que esconde seus erros profissionais, pois faz questão de que seus alunos o achem perfeito.
O bom professor é aquele que admite que errou, e assim nos ensina que não somos perfeitos, às vezes falhamos, e com esses erros também aprendemos e nos ensina a tentar fazer melhor do que ele.

O bom professor não é aquele que da porta da sala pra fora te trata como inferior como apenas um aluno.
O bom professor é aquele que te trata como igual, que sabe ser amigo, que sabe que pode aprender algo com você, que sabe que pode também ser “aluno”. Que sabe que num momento de descontração, numa roda de bate papo fora da aula, talvez consiga transmitir mais sobre seu conhecimento do que em provas e exercícios.

O bom professor não é aquele que trata todos como iguais, como se fizesse parte de um mesmo rebanho.
O bom professor é aquele que conhece um a um, que sabe as diferenças, e assim aprende a respeitar as diferenças de cada um, e a lidar com elas. E com isso sabe nos ensinar a também lidar com essas diferenças.

Enfim, o bom professor, é aquele que sabe que é preciso nos ensinar a viver sozinhos, não só em nossa profissão, mas principalmente conosco mesmo e com a vida que nos espera do lado de fora da sala.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os Grandes de Espírito

Nós, os grandes de espírito, temos que saber encarar a vida não como nos mandam encara-la, mas como nossos espíritos mais se satisfazem em goza-la.
Nós os grandes temos que reconhecer falhas imutáveis e aprender a domina-las, e mudar aquelas em que nos parece confortável faze-lo.
Não podemos julgar o sentimento alheio nem subjugar os nossos, para que com isso possamos alcançar a liberdade de nos expressarmos sem a culpa da intolerância.
Também não devemos apenas amar ao próximo, mas odiá-lo às vezes, para que ele se coloque em uma postura de transformação e possa assim alcançar-nos dentro da elevação.
Também não podemos apenas odiar nossos inimigos, mas também aprender a ama-los para conquista-los através de nossa falsa submissão.
Somente àqueles de espírito livre é facultado o direito de errar, pois sabem aprender com o erro, e não só pedir perdão por eles.
Só não alcança aquele que não busca em si o próprio conhecimento da verdade supostamente fácil de encontrar – mas não cometeremos o erro de encontra-la fora – mas sim a verdade que nos é mais aprazível.
Pobres àqueles que procuram sugar o conhecimento alheio, pensando que assim passaram de trigo a pão, assim só conseguirão se tornar mais um e não o único.
Temos que aprender a absorver o conhecimento até o ponto mais árduo que é quando nos livraremos dele e externaremos aquele que vem de nosso próprio saber.
Nós, que nos tivemos liberados de todas as correntes devemos não doutrinar os que se amarram, mas ensina-los a se libertar.
Pobre do homem que se submete a uma doutrinação, achando que com isso se libertará das amarras!
Engana-se quem pensa ser justo todo o doutrinador, e a ele permanece subjugado!
Ainda não aprendeu a usar de seu mestre toda a capacidade que este lhe dá para soltar-se dele e liberar seu espírito!
Nós os grandes de espírito e que nos libertamos dentro de nossos próprios pensamentos, vislumbramos o futuro, e para chegar a ele devemos transformar o presente. Devemos aproveitar cada minuto para libertar mais almas e assim expandir nosso consciente para que um dia possamos todos ser grandes.
Não devemos fugir de nossa obrigação com nós próprios, pois assim corremos o risco de mais uma vez prendermos nossos espíritos como cavalos em uma árvore.
Nós os grandes de espírito temos que lutar para que continuemos a ser “espíritos livres”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ESPÉCIES

Estava pensando no aquecimento global, na crise mundial, no problema de saúde pública do Brasil, na violência, no tráfico, no terrorismo, enfim, em tudo que atinge a nossa espécie e o nosso mundo no momento.
Parei em um breve momento de reflexão e percebi o óbvio!
O problema está na nossa espécie!
Afinal, como dizem por aí, que espécie de pessoas somos? Que tipo do que chamamos seres humanos nos tornamos? Humanos???Que tipo de "humanidade" foi essa que criamos?
Como se define em biologia, espécie são indivíduos semelhantes genéticamente. Que se agupam para formarem uma sociedade entre si pela sua semelhança.
Mas qual a diferença da nossa espécie para as outras?
A que nós mesmos nos diferenciamos!
Nós temos algo diferente, que se chama pensamento, raciocínio. E isso nos faz diferentes. Tão diferentes ao ponto de perguntarmos a um ser de nossa própria espécie "que tipo de especie de pessoa é vc?"!!!
Seria tão mais fácil nos definirmos biologicamente, seria mais fácil explicar tantas coisas boas e ruins que nossa espécie produz.
Seria simplesmente atribuído a um fator genético, instintivo e comportamental. Mas somos tão mais complexos...
Então de que me adianta pensar no aquecimento global e em tudo mais que citei acima sem pensar no que nos tornamos.
Lógico! Porque tudo que tranformamos no nosso mundo genéticamente igual é decorrente de um pensamento e de uma atitude totalmente desigual!
Porque as religiões se tornam tão facilmente parte da nossa sociedade e da nossa cultura?
Nenhuma outra espécie precisou de religião para aprender o princípio de solidariedade, companherismo, fidelidade ou poligamia, proteção ao seu habitat...
Porque nós então, de uma espécie tão evoluída intelectualmente precisamos desse artifícil para entender o que até a espécie mais baixa de evolução já exercita sem ter ninguém pra ensinar?
Por um único detalhe, pelo qual o ser humano se vangloria de ser o único a possuir dentre os outros animais...o raciocínio!
Esse raciocínio que tanto pode levar-nos para uma sociedade estabilizada, sem problemas estruturais e emocionais, quanto o que pode nos levar a essa sociedade que estamos hoje.
Então depois de esse breve momento de reflexão pensei....porque me preocupar com o aquecimento global, se tenho que me preocupar mais é com que tipo de aquecimento, que tipo de cuidado, que tipo de crise e problema estamos dando a nós mesmos.
"Somos plenamente responsáveis pelos atos que tomamos, pelo que fazemos aos outros, e para tornarmo-nos e quem sabe conseguir um dia tornar alguém melhor."
Thais Lopes/04/09