sábado, 4 de julho de 2009

O Estúpido Dom da Visão

Estúpidos aqueles que pensam que podem prever o futuro.
Pobres de corpo e alma aqueles que pensam que podem controlar tudo.
A magia da vida é exatamente a surpresa, o incontrolável o fora de controle.
O que seria de nós se pudéssemos prever tudo?
Seria a rotina como em um casamento?
Até em uma vida a dois é preciso a surpresa, a falta de rotina, o inesperado!
Que bom que o mundo nos dá surpresas!
E pobre daqueles que não se permitem viver isso.
Aqueles que vivem sempre no mundo racional, real, e não se permitem viver o desconhecido.
Sim! Eu digo pobres, porque jamais vão se enriquecer de conhecimento, de aprendizado....de VIDA!
Jamais vão saber viver sem ser no mundinho correto e preconceituado por eles.
Aliás sãos essas pessoas que incitam os "pré-conceitos".
Como já tem um conceito de como viver, não adimitem os diferentes, e criam " pré- conceitos de tudo que é diferente.
O problema é q esses pré-conceitos se tranformam em PRECONCEITO, ou seja são contra tudo e todos que agem diferente.
Diferente da sociedade organizada, da moral estabelecida, e principalmente diferente daquilo que eles não conseguem controlar!
A antropologia esta aí para nos mostrar que temos regras a seguir, e a sociologia está aí para mostrar que a sociedade pode e deve evoluir.
Portanto deixemos de ser hipócritas e deixemos nossa mente evoluir contra aquilo que nos parece estranho.
Não podemos, não conseguimos e NÃO DEVEMOS controlar tudo.
Isso vai contra a evolução!
Ora, se todos mantivéssemos o controle, que chato seria o mundo.
Jamais teríamos encontrado as contradições dos povos, as contradições de espíritos, jamais iríamos EVOLUIR!
E a evolução não é simplesmente tecnológica, não foi a revolução industrial, ou o movimento feminista.
Evoluir é fazer crescer a si mesmo, é se propor a mudar conceitos, a se propor aceitar conceitos novos, a se propor simplesmente a viver.
Sem paradigmas, sem pre-conceitos, sem orientações pre-destinadas.
Prefiro aqueles que crescem, que evoluem, que se arriscam e aprendem, do que aqueles que vivem estagnados.
Estes estão pre dispostos a ter uma vida limitada e SEM VIDA.

Como disse Nietzsche:

"Morre a tempo: eis o que ensina Zaratrusta.
Claro que aquele que nunca viveu a tempo, como há de morrer a tempo?
O melhor é não nascer.
Eis o que aconselho aos supérfulos"
Assim Falou Zaratrusta

Professores

Esse eu escrevi para uma grande professora que eu tive quando fiz meu curso de enfermagem, mas fica a uma homenagem a todos os bons professores que lutam pela sua profissão.

Desde o dia em que nascemos, adquirimos conhecimentos, e para tal existe sempre alguém para nos ensinar.

Mas mesmo aqueles que nos ensinam, sabem que devem nos deixar seguir sozinhos depois de algum tempo.

O médico nos dá um tapinha como se dissesse “viu, é assim que se faz? Agora você precisa respirar!”, e aprendemos a mais simples forma de iniciarmos nossa sobrevivência.

Nossa mãe nos indica o caminho dos seus seios, e depois que aprendemos sozinhos já aprendemos outra forma de sobreviver, alimentando o corpo;

Vamos crescendo e alguém nos segura para mantermo-nos de pé, depois que aprendemos a caminhar, esse alguém larga a nossa mão, para que sozinhos possamos decidir o caminho;

Vamos a escola, um mundo novo, nossa professora nos ensina a ler assim podemos assimilar novos conhecimentos, aprendemos aí a alimentar a mente e o espírito.


Chega a hora de estudar mais, assimilar mais, aprender mais. Nossos pais procuram uma boa escola, e ao chegar lá perguntam “Essa escola prepara para o Vestibular?”. Algumas dizem “Sim! Nossos professores são excelentes, nossos métodos são os mais modernos!” A mãe então se dá por satisfeita e acha que encontrou a escola ideal. Mas esqueceu de um detalhe, esqueceu de perguntar “Essa escola prepara para a vida? Seus professores ensinam a pensar, a questionar, a enfrentar as dificuldades?”

Penso que esse é o verdadeiro professor, aquele que não só empurra seu conhecimento, mas que também te ensina a questiona-lo, a lidar com ele nas adversidades. Que sabe ser amigo e compreender que também temos momentos em que não conseguimos assimilar algo, e tentar compreender e nos ajudar a entender. Que sabe também ser repreendedor na hora certa, pois eles também são quem nos ensinam que não somos super poderosos e precisamos ter limites.

O bom professor é aquele que te ajuda a aprender, para que seja um profissional e um bom ser humano, e não aquele que por ser seu “amigão” te dá aqueles “pontinhos” preciosos para você “passar de ano”. O bom professor sabe que não precisa te preparar para “passar” e sim para viver. Aquele que te reprova, talvez sim, seja seu verdadeiro amigo, pois não quer apenas que você tenha um diploma, um certificado, quer que você esteja preparado, pois sabe que como no início de nossa vida terá que nos deixar para que possamos caminhar sozinhos.

O bom professor, não é aquele que pensa saber tudo, que nos empurra o conhecimento que ele adquiriu e que nos impõe aquilo como verdadeiro.
O bom professor é aquele que também se dispõe a aprender, a discutir, a ser questionado, a quem sabe, admitir que está errado, pois ele sabe que assim estará transformando seus alunos em cidadãos, e não em computadores sem senso crítico e sem personalidade diante dos fatos que irão lhe aparecer diante da vida.

O bom professor não é aquele que quer aproveitar todos os minutos da sua aula para dar a maior quantidade de informação possível sobre sua “matéria”.
O bom professor é aquele que sabe parar a aula para rir, para comentar fatos, trocar idéias, conflitar personalidades, enfrentar preceitos morais, ouvir mais do que falar, pois esse sim sabe que não precisa formar só o profissional, mas o homem ou a mulher que dali sairão.

O bom professor não é aquele que se acha o máximo, porque fez “doutorado”, e tem todo o conhecimento sobre a matéria em questão.
O bom professor é aquele que sabe que tem falhas, que sabe comentar essas falhas e que admite para si que tem a responsabilidade de participar na formação da personalidade de cada indivíduo que passa por sua classe.

O bom professor não é aquele que esconde seus erros profissionais, pois faz questão de que seus alunos o achem perfeito.
O bom professor é aquele que admite que errou, e assim nos ensina que não somos perfeitos, às vezes falhamos, e com esses erros também aprendemos e nos ensina a tentar fazer melhor do que ele.

O bom professor não é aquele que da porta da sala pra fora te trata como inferior como apenas um aluno.
O bom professor é aquele que te trata como igual, que sabe ser amigo, que sabe que pode aprender algo com você, que sabe que pode também ser “aluno”. Que sabe que num momento de descontração, numa roda de bate papo fora da aula, talvez consiga transmitir mais sobre seu conhecimento do que em provas e exercícios.

O bom professor não é aquele que trata todos como iguais, como se fizesse parte de um mesmo rebanho.
O bom professor é aquele que conhece um a um, que sabe as diferenças, e assim aprende a respeitar as diferenças de cada um, e a lidar com elas. E com isso sabe nos ensinar a também lidar com essas diferenças.

Enfim, o bom professor, é aquele que sabe que é preciso nos ensinar a viver sozinhos, não só em nossa profissão, mas principalmente conosco mesmo e com a vida que nos espera do lado de fora da sala.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Os Grandes de Espírito

Nós, os grandes de espírito, temos que saber encarar a vida não como nos mandam encara-la, mas como nossos espíritos mais se satisfazem em goza-la.
Nós os grandes temos que reconhecer falhas imutáveis e aprender a domina-las, e mudar aquelas em que nos parece confortável faze-lo.
Não podemos julgar o sentimento alheio nem subjugar os nossos, para que com isso possamos alcançar a liberdade de nos expressarmos sem a culpa da intolerância.
Também não devemos apenas amar ao próximo, mas odiá-lo às vezes, para que ele se coloque em uma postura de transformação e possa assim alcançar-nos dentro da elevação.
Também não podemos apenas odiar nossos inimigos, mas também aprender a ama-los para conquista-los através de nossa falsa submissão.
Somente àqueles de espírito livre é facultado o direito de errar, pois sabem aprender com o erro, e não só pedir perdão por eles.
Só não alcança aquele que não busca em si o próprio conhecimento da verdade supostamente fácil de encontrar – mas não cometeremos o erro de encontra-la fora – mas sim a verdade que nos é mais aprazível.
Pobres àqueles que procuram sugar o conhecimento alheio, pensando que assim passaram de trigo a pão, assim só conseguirão se tornar mais um e não o único.
Temos que aprender a absorver o conhecimento até o ponto mais árduo que é quando nos livraremos dele e externaremos aquele que vem de nosso próprio saber.
Nós, que nos tivemos liberados de todas as correntes devemos não doutrinar os que se amarram, mas ensina-los a se libertar.
Pobre do homem que se submete a uma doutrinação, achando que com isso se libertará das amarras!
Engana-se quem pensa ser justo todo o doutrinador, e a ele permanece subjugado!
Ainda não aprendeu a usar de seu mestre toda a capacidade que este lhe dá para soltar-se dele e liberar seu espírito!
Nós os grandes de espírito e que nos libertamos dentro de nossos próprios pensamentos, vislumbramos o futuro, e para chegar a ele devemos transformar o presente. Devemos aproveitar cada minuto para libertar mais almas e assim expandir nosso consciente para que um dia possamos todos ser grandes.
Não devemos fugir de nossa obrigação com nós próprios, pois assim corremos o risco de mais uma vez prendermos nossos espíritos como cavalos em uma árvore.
Nós os grandes de espírito temos que lutar para que continuemos a ser “espíritos livres”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ESPÉCIES

Estava pensando no aquecimento global, na crise mundial, no problema de saúde pública do Brasil, na violência, no tráfico, no terrorismo, enfim, em tudo que atinge a nossa espécie e o nosso mundo no momento.
Parei em um breve momento de reflexão e percebi o óbvio!
O problema está na nossa espécie!
Afinal, como dizem por aí, que espécie de pessoas somos? Que tipo do que chamamos seres humanos nos tornamos? Humanos???Que tipo de "humanidade" foi essa que criamos?
Como se define em biologia, espécie são indivíduos semelhantes genéticamente. Que se agupam para formarem uma sociedade entre si pela sua semelhança.
Mas qual a diferença da nossa espécie para as outras?
A que nós mesmos nos diferenciamos!
Nós temos algo diferente, que se chama pensamento, raciocínio. E isso nos faz diferentes. Tão diferentes ao ponto de perguntarmos a um ser de nossa própria espécie "que tipo de especie de pessoa é vc?"!!!
Seria tão mais fácil nos definirmos biologicamente, seria mais fácil explicar tantas coisas boas e ruins que nossa espécie produz.
Seria simplesmente atribuído a um fator genético, instintivo e comportamental. Mas somos tão mais complexos...
Então de que me adianta pensar no aquecimento global e em tudo mais que citei acima sem pensar no que nos tornamos.
Lógico! Porque tudo que tranformamos no nosso mundo genéticamente igual é decorrente de um pensamento e de uma atitude totalmente desigual!
Porque as religiões se tornam tão facilmente parte da nossa sociedade e da nossa cultura?
Nenhuma outra espécie precisou de religião para aprender o princípio de solidariedade, companherismo, fidelidade ou poligamia, proteção ao seu habitat...
Porque nós então, de uma espécie tão evoluída intelectualmente precisamos desse artifícil para entender o que até a espécie mais baixa de evolução já exercita sem ter ninguém pra ensinar?
Por um único detalhe, pelo qual o ser humano se vangloria de ser o único a possuir dentre os outros animais...o raciocínio!
Esse raciocínio que tanto pode levar-nos para uma sociedade estabilizada, sem problemas estruturais e emocionais, quanto o que pode nos levar a essa sociedade que estamos hoje.
Então depois de esse breve momento de reflexão pensei....porque me preocupar com o aquecimento global, se tenho que me preocupar mais é com que tipo de aquecimento, que tipo de cuidado, que tipo de crise e problema estamos dando a nós mesmos.
"Somos plenamente responsáveis pelos atos que tomamos, pelo que fazemos aos outros, e para tornarmo-nos e quem sabe conseguir um dia tornar alguém melhor."
Thais Lopes/04/09

terça-feira, 31 de março de 2009

O QUE É AMAR?

Será que sabemos o que é o amor?
Porque será que só rimamos amor com dor?
Será que amar sempre será sofrer?
Ou será que não estamos confundindo perder com todos esses sentimentos?

O problema é que normalmente só perdemos o que pra nós é importante, e é claro que o que amamos é importante, mas não é só.

Porque botar no amor uma culpa tão grande se na verdade nosso sentimento egoísta é o verdadeiro responsável por esse sentimento de dor e sofrimento de cada perda?

Se perdemos um ente querido porque este morreu, quando sofremos dizemos “ é porque eu o amava muito”;
Se perdemos um amigo por circunstâncias da vida, sofremos e dizemos “ mas eu o amava tanto...”;
Se perdemos um marido, um namorado e nosso coração dói, dizemos “viu, estou sofrendo porque eu o amava muito!”
Ora, estamos sobrecarregando um sentimento tão nobre por uma causa tão egoísta! Não sabemos verdadeiramente amar!

Se amamos de verdade nosso ente querido deveríamos nos sentir aliviados por ele ter se libertado talvez de uma dor maior que ele passaria se continuasse aqui, mas sofremos pelo nosso egoísmo de querer que aquela pessoa ficasse perto de nós boa ou não, independente do que ela estivesse passando.

Se amamos de verdade um amigo, ficaríamos felizes pela distância dele, porque saberíamos que longe ele esta se realizando e sendo feliz. Mas sofremos pelo nosso egoísmo de querer que ele estivesse sempre perto para nos dar o ombro, sem se preocupar com os sonhos e ideais dele, que talvez não estejam tão próximos de nós.

Se amamos de verdade um companheiro, celebraríamos esta separação, pois gostaríamos de ver este companheiro feliz, e se não conseguimos faze-lo ao nosso lado, torceríamos para que ele conseguisse com outra pessoa.

Amar, não é ter, é sentir, é saber entender, é saber ser feliz com a distância, é saber fazer o outro feliz, é compreender que o outro pode ser feliz sem nós.
È saber aproveitar os momentos próximos, é conseguir lembrar com alegria os momentos em que estivemos próximos.
É chorar de saudade, mas sem se lamentar.
É saber que fizemos o melhor que pudemos, mas que também erramos, e compreender que nem sempre somos perfeitos.

Amar é não pedir em troca, é saber fazer a troca, é não exigir retribuição, é fazer sem intenção.
Amar é sentir, sorrir, também sofrer, é retribuir, é saber reconhecer que também existe alguém que nos ama, e sofre por isso.
Amar é saber que tudo é cíclico, é saber que as vezes o que sentimos não é amor não, e que as vezes existe alguém que nos ama tanto que não conseguimos acreditar, e até chegamos a duvidar e perguntar “ O QUE É AMAR”?

domingo, 29 de março de 2009

Pequenos versos de amor...

Quando meus pensamentos voam pelo ar, lembro da doçura com que seus braços me envolvem e tuas mãos a me acarinhar;
Se algo me agride aos ouvidos, os fecho os olhos para lembrar de sua voz, que suavemente em minha mente se aloja e nenhuma palavra dura insiste mais em me afetar;
Se aos meus olhos se apresentam coisas que não quero olhar, logo me vem seu sorriso, que logo faz ressurgir um brilho em meu olhar;
Até quando não quero pensar, sinto sua presença sempre ao meu lado, e mesmo quando você não está, adormeço pra sonhar e poder sentir, assim, seu corpo sempre perto de mim;
Nas manhãs chuvosas, procuro no céu entre as nuvens um brilho de sol para sentir-me aquecida e assim lembrar-me de ti em meus braços, e ter certeza que estás protegida;
Em cada estrela no céu vejo cada traço teu, e assim como o brilho de cada uma delas consigo enxergar, lembro da luz que dos teus olhos surgiram para me conquistar;
E quando a saudade insiste em me afetar, escrevo versos tortos, para me lembrar que em breve para meu lado vais voltar.

Fácil é dizer que o mar é lindo...

Fácil é dizer que o mar é lindo,
Difícil é resistir e não entrar de cabeça nele,

Fácil é dizer como a flor é bela,
Difícil é não arrancá-la e querer levá-la pra casa,

Fácil admirar as coisas belas,
Difícil é aprender o quanto é bom apenas contemplá-las,

Sem tocar, sem mexer, apenas olhar,
Absorver tudo o que é bom e belo, sem precisar tirar nada do lugar,

Aprender a receber, sem ter contato,
Aprender a olhar, cheirar, sentir, sem ter que necessariamente, possuir

Aprender a amar, sem destruir,
A deixar que outras pessoas também possam admirar,

Aprender a ganhar, mas não levar,
Aprender que se ganha eternamente o que possuímos internamente, de verdade, do que aquilo que possuímos por perto apenas por algum tempo.

Aprender a ter e perder, a saber abrir mão,
Enfim, aprender a viver.

sábado, 28 de março de 2009

SAUDADE.

SAUDADE...


Palavra só existente na língua portuguesa, com definição no dicionário. Mas como definir um sentimento...

Saudade do tempo de criança, de brincar sem compromisso, de se lambuzar e não passar vergonha;

Saudade do colo de mãe, de poder chorar sem medo, de poder sentir medo e receber um afago;

Saudade do tempero da comida da vovó, de ser mimado, de ganhar presente, e se sentir a pessoa mais feliz do mundo por isso;

Saudade da juventude, de não ter responsabilidade, de beber e cair, e poder ser inconseqüente, porque se pode ser;

Saudade do samba de Domingo, dos amigos, da cerveja gelada, da conversa fiada;

Saudade de namorar no parque, de andar de mão dada, de beijar na boca, de abraçar, de sentir o cheiro, de dormir junto, de acordar com alguém ao seu lado, de se aquecer no frio;

Saudade de ontem, da semana passada, de dez anos atrás, só porque uma hora em algum momento, alguma coisa te fez feliz;

Melhor do que tentar definir, e explicar, essa talvez seja a melhor forma que encontrei de dizer que...

Saudade é o que agora sinto de você!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ter Amigos

Amigo não é aquele que se guarda, que se cria ou que se copia;
Amigo não é aquele que concorda sempre, que se vê sempre, ou que “compra” sempre;
Amigo é aquele que sabe quando ouvir e quando calar;
Quando rir e quando chorar;
Quando dar bronca e quando afagar;
Quando a gente quer conversar, ou simplesmente chorar;

Que sabe fazer rir, consolar;
Que consegue emocionar;
Que te faz trabalhar;
E também sabe compreender a hora de descansar;

Que entende a solidão;
Que consola de uma paixão;
Que te acompanha na mesa de bar;
E também sabe te tirar de lá, quando precisas deixar;

Quem nunca teve amigos, nunca sentiu a brisa que vem do mar,
Nunca chorou de saudade ao luar,
Nunca sorriu ao ver o sol brilhar,
Nunca sentiu medo do escuro, e de um dia amar;

Quem nunca teve amigos, nunca teve fé;
Fé no real, no possível, e até no impossível ato de se manter realmente de pé;
Não teve desilusões, um sorriso, um ombro, um simples cafuné;
Não viveu a vida, como ela realmente é;

Ter amigos, é como ter alma;
Não se procura, não se vê, simplesmente se acredita e se crê;
Se crê, na bondade, no carinho e na amizade;
E sei que isso, hoje, posso contar com você!

Espíritos livres 2

Nós espíritos livres, temos como obrigação, desobrigar os pobres de espírito das imposições morais e irreais que lhes são impostas pela hipocrisia e falso paternalismo barato a que são expostos e induzidos a obedecer...
Nós que depois de libertados de qualquer corrente, soubermos acorrentá-los junto a nós para depois lhes dar a chave para se soltarem por si, e não quererem que nós os soltemos...
Corromper, romper, seduzir, aliciar, sim, isso é de nossa natureza...mas ao contrário dos corruptos e sedutores pregadores da moralidade, não queremos seguidores, apenas novas mentes libertas e seguras de si...
Não queremos devotos, alguém que concorde, mas sim, que discordem, que também corrompam que nos enfrentem, através daquilo que quando corrompemos lhes foi devolvido...sua liberdade!
Que falsa liberdade, libertinagem, que se oferece àqueles que seguem os padrões!!!!!! Que liberdade que castra, que sufoca, que fazem ratos de laboratório obedecerem aos seus mestres!!!!
Ora, seria irreal achar que espíritos como nós gostariam de seguidores, se os que guiam tem como base guiar-se a si próprios, e como libertos dentro de nossos espíritos, não doutrinaremos alguém para ser igual a nós, pois somos únicos dentro de cada mente, e nunca ninguém conseguirá expressar pensamentos iguais em nenhuma sociedade!
Mas é isso que pregam os “homens livres” que tentam nos enganar com sua libertinagem, que sigamos também padrões...que sejamos “livres” dizem eles...mas como ser livre obedecendo a padrões de comportamento????
Hipócritas são os que fazem as regras, e também quem se diz livre para quebrá-las e para isso deseja que muitos outros o acompanhem...se fosse realmente livre saberia que sozinho poderia mudar ...mas como disse antes, esse “homem livre” ainda não aprendeu a se sustentar sobre as próprias pernas, para tanto precisa de bengalas para escorá-lo.
Espíritos livres não precisam de bengalas, precisam corromper para seduzir e libertar...precisam de questionamentos para se regorjear, precisam de várias formas para quebrar as regras, e não ditá-las, não precisam de normas não precisam ser morais ou imorais, isso não existe para eles..
Precisam desafiar, sufocar os homens livres para que eles um dia também se transformem em espíritos livres!

ESPÍRITO LIVRE

O homem livre
Livre pra que?
O livre condicionamento para entrar no mundo das idéias
Para mudar o que parece imutável
Quebrar as regras do que chamamos de moral
Perceber que o mais importante não está no que vemos
Mas está naquilo que vamos vir a ver
O homem livre é capaz de fazer o que quer
Mas não tem capacidade de experimentar o que não quer
Passar por tudo que pensa, mas não se age
Agir no mundo dos pensamentos
Transcender aos padrões
Isso é algo que só cabe aos “espíritos livres”
Aqueles que primeiro aprenderam a se sustentar sobre as próprias pernas
O “espírito livre” sabe que antes de tudo é preciso se firmar
E não firmar o mundo em baixo de si
Depois de fazer isso ele sabe que pode realizar-se no mundo dos pensamentos
Pois nada mais o abala
Já o homem livre se acha com poder para fazer tudo,
Mas o tudo o apavora
Porque ele não está seguro consigo mesmo
Aprender a lidar consigo
Antes de saber lidar com o mundo
Isto é o que poderá transformar a todos em “espíritos livres”
E finalmente poder gozar desta liberdade.

AMIGO

Bom dia amigo! Hoje acordei e pensei em você. Não sei porque, mas lembrei de tudo que passei e percebi que de uma forma ou de outra você esteve ao meu lado.

Lembrei que um bom amigo sabe emprestar o ombro quando choramos com o coração partido, e sabe como ignorar quando choramos de birra, e com isso nos faz enxergar como somos maiores e mais fortes que as pequenas coisas que acontecem com todos na vida.

Lembrei também, como rimos das coisas boas que nos aconteceram, das coisas ruins que soubemos superar, de como você soube impor limites quando começávamos a extrapolar, e de quando você soube fazer com que ultrapassássemos os limites quando achei que não conseguiria mais.

O que seria a vida sem aqueles amigos que sabem ver em um pequeno olhar quando queremos ficar sozinhos, quando choramos porque estamos sozinhos, quando falamos besteiras e fazemos imposições quando na verdade o que queremos é levar uma “bronca”, quando os ignoramos, mas na verdade estamos carentes e loucos para ouvir um elogio.

Agora você está longe, mas perto a cada situação que passo e lembro de você, penso em que você falaria, como nós comemoraríamos juntos, como riríamos no dia seguinte das loucuras que faço; e também, quando estou triste penso em quanto você tentaria me deixar pra cima, sem esquecer daquilo que me faz sofrer, mas sempre me lembrando que toda a tristeza nunca é eterna.

O tempo e o espaço podem separar tristezas, alegrias, amores, mas nunca amizades de verdade, porque todas as amizades verdadeiras são uma soma de todos esses fatores, e isso é que as torna universais e indissolúveis.

Obrigado amigo por você existir, e vou indo para mais um dia de muita luta, mas sem esquecer que grande parte das minhas conquistas devo a você. Bom dia amigo!

CONSIDERAÇÕES SOBRE O DESEJO

Necessariamente todos nós sentimos algum tipo de desejo. Seja ele físico, material, inconsciente, ou simplesmente biológico.

O que me interessa exatamente nesse ponto em questão é o desejo mental (consciente ou não que passamos no decorrer da vida).

Falo daquele desejo que temos de carinho, amor, ódio, repulsa, etc...

Quando somos crianças ás vezes temos desejo por atenção, de nossos pais, amigos, colegas. Se pensássemos conscientemente era tão simples dizer “hei estou aqui, será que você podia me dar um pouco de atenção, conversar um pouco, me dar um pouco de carinho!”, mas com o cotidiano que temos muitas vezes não conseguimos essa atenção, então pensamos em fazer algo que chame a atenção dessa pessoa para que ela note a nossa existência, e é ai que muitas vezes erramos, pois chamamos a atenção mais para um lado negativo da questão, e a pessoa muitas vezes acaba tendo a reação inversa daquela que esperamos.

Quando crescemos às vezes fazemos a mesma coisa, mas como somos mais maduros sabemos como “planejar” melhor nosso ato, e assim fazer com que as pessoas tenham aquela reação que realmente esperamos.

O problema é quando o nosso subconsciente age contra nós, e tudo o que planejamos acaba dando errado.

Só que quando dá errado ao invés de assumirmos que quem errou tentando forjar uma situação fomos nós, resolvemos por a culpa no outro, por não ter entendido o que queríamos dizer. Ora, como alguém vai entender o que queremos dizer se não dizemos!

Bem, se o ato de obter carinho não funciona, logo nos vem à sensação de repulsa, de querer aquela pessoa longe, já que ela não liga pra gente mesmo. Terrível erro! Aí entra o nosso subconsciente para fazer um “autoboicote-de-nós-mesmos!” Ou seja, tentar fazer com que aquela pessoa nos rejeite de tal forma que não mais nos procure, pois assim não teremos mais ela por perto e assim não vamos mais ter o trabalho deseja-la. Difícil a mente humana!!!

Ocorre que ao invés de termos aquela pessoa presente em algum momento e entendermos quando às vezes não é hora, acabamos afastando aquela pessoa para sempre, e nos sentindo mal da mesma forma!

Isso também ocorre quando temos um desejo que achamos incorreto, e ao invés de conversarmos e explicarmos o que está acontecemos, nos acovardamos e achamos mais fácil afastar aquela pessoa de vez de nossas vidas achando que esse é o jeito mais fácil.

Controlar esse mundo de sentimentos é difícil, mas dando o primeiro passo a admitindo que ele existe é o jeito mais fácil de tentar controlá-lo, e assim pensar duas vezes antes de tomar uma atitude. Pensar se essa atitude não é tomada por um impulso subconsciente, e assim tomarmos a frente da situação

ATALHO

O anjo mau flutuando sobre o infinito, na espreita do anjo bom que se esconde nas nuvens;
Ultrapassando os limites que se formam com o passar das gerações.
Cansado de esperar, o anjo mau pergunta:
- Por que não te mostras, não revelas a tua face?
O anjo bom responde, com clareza:
- Não sabes que no fundo, o que está escondido tem mais valor?
Queres que eu mostre a minha face, mas para isso, terás que me procurar.
Mas não acha que se apareceres será mais fácil me convencer?
Sim, seria, mas não teria tanta importância para ti do que se tentares me encontrar por conta própria. Tu és aquilo que mostras, aquele que não tem nada a esconder. Puro engano, tu te mostras para não ter que encontrar a ti mesmo. Eu me escondo, pois já sei quem sou, e só quem me procurar enquanto procura a si mesmo poderá me encontrar.
Dizes que te escondes porque já te encontrastes, como podes ter te encontrado se estás só, e não convives com ninguém?Eu vivo, eu me mostro para que todos vejam quem sou e possam junto comigo encontrar o caminho.
Por que dizes que sou só? Tenho comigo a força daqueles que me encontraram, e ao contrário de ti, faço-os encontrar o próprio caminho, pois o meu já encontrei. Já tu meu amigo, não encontraste o teu, e queres fazer com que os que te seguem se percam neste labirinto. Seguem contigo pois é o caminho mais fácil, já que tu te mostras, mas quando chegarem a saída não terão aprendido nada, então voltarão a entrar no labirinto e permanecerão neste ciclo até que percorram um caminho diferente, o caminho que os trarão a mim. E quando me encontrarem não quererão me largar, pois verão o quanto aprenderam no caminho que os trouxe até mim.
Falas que meu caminho é mais fácil, mas por que seguir um caminho mais difícil? Se tens um atalho, por que seguir o caminho mais longo?
Porque no caminho mais longo é que estão as novas descobertas, é aonde se aprende a ultrapassaar os limites. Tu levas as pessoas contigo, mas não deixa que elas se sustentem sozinhas. Se fores ver, quando os meus seguidores me encontram, não ficam comigo, pois já sabem seguir sem mim.
De que me adiantaria ter seguidores se não estiverem comigo? Não é triste viver só?
Seguidores não são aqueles que te seguem, mas aqueles que te escutam para poderem seguir sozinhos. E eu não vivo só, eu os acompanho de perto, e a energia que me passam através de seus progressos, esta é a minha melhor companhia.
Eu não lhe entendo, mas me considero maior que ti, pois muitas pessoas me encontram e ficam comigo!
Oh, minha pobre alma, não vês que o que me importa não é a quantidade imediata, mas sim saber que quando me encontram poderão fazer com que outras pessoas me achem e estejam melhores preparadas do que aquelas que seguem contigo.
Não posso perder mais tempo contigo, pois me esperam, mas quem sabe um dia nos encontremos.
Vá meu amigo, pois aqui estou e aqui ficarei esperando os novos que chegam.

As nuvens se fecham, os trovões e os raios caem sobre a cidade, a chuva alaga tudo. Mas em um pequeno espaço no céu o sol continua brilhando, e brilhará eternamente até que este espaço se transforme, em cada tempo, cada vez maior.

ACORDO HOJE

Acordo hoje, não importa que dia é ou que dia será amanhã.(aliás, de que me importa se a pontuação estará certa ou errada, não me importo).

O dia é frio e não tenho vontade de sair da cama, não tenho vontade de pensar nem mesmo em quem sou eu ou em quem eu serei um dia.

Onde será que está ocerto, será que ele não está no errado, não quero pensar nisso também. Sair, esta é a melhor opção, mas também se não for não quero pensar a respeito.

Na rua as pessoas continuam andando e pensando em suas vidas – em como ela vão, em como solucionar seus problemas, em como arrumar problemas, enfim, não me agradam.

Passo por um bar, um bar próximo a minha casa, pois não queria andar muito. Não entrei no bar, se entrasse ia ter que pensar em quantas cervejas poderia beber, em quanto dinheiro eu tinha, em que horas seriam, enfim, lá estaria de novo o maldito do pensar.

Fiquei andando sem rumo até que encontrei um amigo no calçadão da praia, ele me falou da sua vida, me contou das suas farras e me chamou pra ir na casa dele, pois ia ter uma festinha lá. Não fui, não queria pensar em quem eu ia encontrar lá, nem como ia voltar pra casa depois, se ia ficar com alguém ou se ia me isolar a festa inteira. Hoje o que eu queria mesmo era ficar sozinha, ou será que o que eu queria era que algo novo me acontecesse para eu esquecer de tudo que aconteceu até hoje. Mas para que isso acontecesse eu teria que pensar e isso eu não queria, aliás, eu não sei o que eu quero.

Voltei pra casa, liguei a T.V e só tinha programas ridículos passando lá. Liguei o vídeo, botei uma fita do Led Zeppelin, que era pra eu ver que existem pessoas piores do que eu – afinal o Jimmy Page não é mais como era antigamente. Mas o show me fez lembrar de coisas boas, de coisas que eu queria viver novamente, mas será que isso é possível? Não, não quero pensar nisso (droga! Lá vem o maldito do pensar novamente!).

Tirei a fita e resolvi telefonar para alguém para saber se o mundo tinha mudado nos poucos instantes em que eu me mantive longe dele. Falei com umas seis pessoas e cheguei a conclusão de que tudo estava igual, só uma coisa havia mudado, a minha vontade de ficar em casa havia acabado. Comi alguma coisa, sempre que fico ansiosa como alguma coisa, e fui para a festinha na casa daquele meu amigo.

Enquanto andava na rua uma música me perseguia, era Kashmir, do Led Zeppelin, ela não queria me deixar em paz e isso já estava me incomodando. Mas depois passei até a gostar, porque assim eu não pensava em mais nada.

Cheguei a casa do meu amigo, a festa já estava embalada, a bebida e o fumo já rolavam a vontade e tratei logo de ir me apossando de alguns copos e dando algumas tragadas. Não queria me importar com que horas eram, mas sei que já era bem tarde e eu já tinha bebido muito, quando dei conta que as pessoas ali já não eram mais as mesmas, ou melhor, que continuavam sendo o que sempre foram, e isso me deu vontade de ir embora, mas ao mesmo tempo queria ficar que era pra esquecer que existia um mundo lá fora e que alguma hora eu teria que enfrenta-lo. Por que será que o mundo e as pessoas não são menos cruéis e obrigam você a enfrenta-los sem o mínimo de piedade? Se as pessoas fossem inteligentes jamais tentariam compreender nada, nem pensar em nada apenas deixariam com que as coisas acontecessem e contornariam as situações (lá estou eu pensando de novo!).

Chega! Voltei pra casa, me tranquei no quarto, apaguei a luz, botei Kashmir na vitrola e deixei com que meus pensamentos virassem notas musicais, e que as coisas com que eu estava preocupada em resolver se sequenciassem como numa partitura de uma música que teria que ter os arranjos muito bem feitos, mas que iria se tornar uma grande obra.

A FOTO

Todos os dias pela manhã um rapaz ia ao trabalho, que para ele não era muito bom, era agricultor.

Durante o trajeto ele reparou em um senhor que tirava sempre fotografias do campo, das flores, dos rios, das plantações, enfim, de tudo que existia na área. Fazia isso todos os dias sempre no mesmo horário.

Depois de duas semanas o rapaz resolveu perguntar ao senhor por que ele passava horas fazendo isso, e os dois começaram a conversar:

-Sempre que passo por aqui, a caminho do meu trabalho, vejo que o senhor está tirando fotos e mais fotos desta paisagem. O senhor trabalha para alguma revista ou jornal ligado ao campo?
-Não.
-Faz algum tipo de pesquisa científica?
-Não exatamente.
-Então o que faz por aqui?
-Tiro fotos.
-Isso eu já percebi, mas se não existe nenhum motivo prático, pra que?
-Não acho que tirar fotos sem ser para algum tipo de trabalho seja sem “motivo prático”.
-É que eu, por exemplo, venho todos os dias para a roça e acho que se não ganhasse algum dinheiro jamais faria isso.
-Quando você trabalha meu jovem, você repara nas coisas a sua volta?
-Sim, reparo.
-E como você as vê?
-Como todos os dias.
-Está vendo, é por isso que tiro fotos, para mostrar a mim e aos outros que existem tantas coisas no mundo que as pessoas não reparam. Todos os dias estas mesmas paisagens mudam, mas ninguém repara, só através destas lentes é que podemos constatar isso.
-Não me parece que tudo mude sempre. Há dez anos que eu trabalho e vejo sempre as mesmas coisas, as mesmas injustiças, o mesmo desprezo dos homens pela natureza.
-Está vendo esta flor?
-Sim.
-Ontem ela não estava tão aberta, assim como aquela árvore não tinha o mesmo número de folhas, aquela pedra não estava naquela posição no rio, e amanhã, com o fluxo da água ela deve estar em outro lugar.
-Mas de que adianta reparar nestas pequenas coisas, se o mundo não muda?
-É aí que você engana, meu rapaz. Através destas pequenas mudanças que eu focalizo com a lente desta máquina, eu também percebo as mudanças que o tempo faz em cada um de nós. Se você reparar, você não será o mesmo amanhã, se você pudesse amanhã se vir hoje.
-Isso é possível através da fotografia?
-Sim, mas não só. Nós temos uma coisa que não pode ser captada só pelas fotos. Se as flores mudam, nós podemos constatar isso na hora, mas nós temos o nosso sentimento, o nosso raciocínio, e isso não pode ser captado apenas na foto.
-Então, para que ficar olhando fotos dos homens e mulheres se não podemos perceber mais nada além dos traços do tempo no nosso corpo?
-É que as pessoas não sabem olhar “além da foto”.
-Como assim?
-As expressões, o ambiente, os gestos, os risos, as lágrimas, tudo isso está escondido atrás do que poderia ser uma simples foto.
-O senhor está querendo me dizer que nós podemos conhecer muito da pessoa apenas em uma fotografia?
-É claro que para se conhecer uma pessoa não basta uma foto, não basta um contato, uma conversa, na verdade nada adianta se a própria pessoa não se conhecer direito. O que eu quero dizer é que as pessoas não dão valor as pequenas coisas que podem ser reveladas não só na fotografia, mas também por ela.
-Bom, agora tenho que ir trabalhar. Muito obrigado, não sei se lhe entendi, mas gostei muito de conversar com o senhor.
-Adeus, meu rapaz, bom trabalho.

Após três meses o rapaz soube que aquele senhor havia morrido, e resolveu ir até a casa dele.

Chegando lê viu todas as fotos que ele havia tirado durante esse tempo, e recordou daquela conversa, de tudo que ele lhe havia falado, pensou no rio, nas pedras, quando, de repente, viu uma foto sua e percebeu o que não tinha percebido antes, que ele também havia mudado. Sua expressão estava mais amena e ele estava mais feliz com o seu trabalho, já que agora ele admirava as frutas nascendo, amadurecendo, os pássaros, a colheita, enfim, tudo o que se passava ao seu redor.

Ele percebeu o que o senhor estava tentando lhe explicar, que não é preciso uma máquina, mas sim que transformemos, todos nós, nossos olhos em lentes que passam a registrar os momentos bons e maus, para que a cada cena possamos aprender mais com as mudanças que passam desapercebidas pelos olhos cegos dos que não querem enxergar.